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Segundo dia da “Plenária Nacional CNTI 80 Anos” debate formação sindical, saúde e previdência do trabalhador

há 35 minutos
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O segundo dia de debates da “Plenária Nacional CNTI 80 Anos”, realizado nesta quarta-feira, 16, foi marcado por debates sobre formação sindical, realidade socioeconômica brasileira, saúde do trabalhador, proteção social e Previdência. O evento acontece no Centro Técnico Educacional Instituto José Calixto Ramos, em Luziânia (DF), entre os dias 14 e 18 de setembro.

Na discussão sobre formação sindical, foram abordadas as transformações no mundo do trabalho e aspectos históricos das relações trabalhistas no Brasil. O professor Diogo Evangelista, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), destacou a influência do processo de colonização brasileira na configuração das relações de trabalho, que, segundo ele, ainda apresentam características de opressão aos trabalhadores.

Durante a palestra, Evangelista lançou a provocação: “O Brasil ainda é colonizado?”. A partir da questão, traçou paralelos entre diferentes períodos da história econômica do país, citando como exemplo a concentração das exportações em produtos agrícolas pelo agronegócio, que em pouco se difere da época do Brasil Colônia, quando a economia era voltada para a exportação da produção agrícola. Ao final, ressaltou que um dos desafios dos movimentos sociais é encontrar caminhos para superar relações de trabalho arcaicas e promover o desenvolvimento nacional em suas diferentes áreas.

Saúde do trabalhador

No debate sobre saúde do trabalhador, a subprocuradora-geral do Trabalho, Ileana Neiva Mousinho abordou as atualizações das Normas Regulamentadoras (principalmente as NRs de 1 a 7) e chamou a atenção para a responsabilidade das empresas na proteção e no acompanhamento da saúde de seus empregados.

“Mesmo que o problema de saúde não tenha surgido no local de trabalho, a empresa é responsável pelo gerenciamento da saúde do trabalhador”, afirmou.

A subprocuradora destacou ainda que assegurar a saúde dos trabalhadores é um desafio coletivo, e as entidades sindicais devem permanecer vigilantes diante de tentativas de tratar de forma individualizada problemas que envolvem o ambiente e as relações de trabalho. “É preciso lutar pela vigilância da saúde do trabalhador”, ressaltou.

Debates contribuem para atuação sindical

Para Ronei de Lima Zimmermann, presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Mato Grosso (Fetiemt) e secretário da Região Centro-Oeste da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), a programação reúne assuntos diretamente relacionados aos desafios enfrentados pelos trabalhadores e pelo movimento sindical.


A partir da esquerda: Ronei Zimmermann (Fetiemt/CNTI), Cleoni Bortolli (Fetiems/CNTI), José Reginaldo Inácio, presidente da CNTI, e João Alves (Stimajur/Fetimet)
A partir da esquerda: Ronei Zimmermann (Fetiemt/CNTI), Cleoni Bortolli (Fetiems/CNTI), José Reginaldo Inácio, presidente da CNTI, e João Alves (Stimajur/Fetimet)


“A diretoria da CNTI está de parabéns pela organização do evento e pela escolha dos temas e dos palestrantes, focados em áreas relevantes para os trabalhadores da indústria. Estamos realizando debates muito produtivos, desde a questão econômica até a saúde do trabalhador, o perigo da pejotização e as atualizações sobre Previdência. Também estamos discutindo temas novos, como a carteira digital. Em um mundo que já vive essa realidade em todas as áreas, o trabalhador da indústria não pode ficar para trás”, ressaltou Zimmermann.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário da Região Norte do Estado de Mato Grosso (Siticom RN/MT) e vice-presidente da Fetiemt, Vilmar Mendes Galvão, destacou a importância do debate sobre sindicalismo digital.

Vilmar Mendes Galvão, presidente do Siticom RN/MT e vice-presidente da Fetiemt
Vilmar Mendes Galvão, presidente do Siticom RN/MT e vice-presidente da Fetiemt

“Principalmente quando o palestrante fez provocações importantes para que a gente abra os olhos para essa realidade. Às vezes, ficamos envolvidos com as dificuldades do dia a dia na base, e uma palestra como essa nos ajuda a ampliar nossa visão e perceber que tudo mudou. O mundo mudou, principalmente com a transformação digital, e precisamos começar a trabalhar cada vez mais com essa realidade dentro do sindicato”, declarou.

Previdência

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Madeireira de Juína e Região (Stimajur) e diretor de Previdência da Fetiemt, João Alves da Luz, as discussões sobre a Previdência foram fundamentais para ampliar o conhecimento dos dirigentes sindicais e contribuir para a orientação dos trabalhadores.

João Alves da Luz, presidente do Stimajur e diretor de Previdência da Fetiemt
João Alves da Luz, presidente do Stimajur e diretor de Previdência da Fetiemt

“Como diretor de Previdência da nossa Federação no Estado de Mato Grosso, essa palestra foi muito proveitosa. Esclareceu muitas questões sobre a Previdência, principalmente sobre atalhos existentes que podem ajudar os trabalhadores. Foi muito importante participar deste momento e desse debate”, afirmou.


Assessoria da Fetiemt FOTOS DO SEGUNDO DIA DE DEBATES


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