José Reinaldo e Ronei Zimmermann alertam para a defesa das pautas dos trabalhadores na reta final das eleições
Atualizado: 20 de out.

Em entrevista ao programa Bate-Papo Ecológico, da TV Comunitária de Brasília e Satélites, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Reginaldo Inácio, abordou o cenário político na reta final das eleições de 2026 e defendeu maior participação dos trabalhadores no processo eleitoral, na defesa de pautas relacionadas à democracia.
José Reginaldo chamou a atenção para a proximidade do primeiro turno, defendeu a mobilização em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das candidaturas à Câmara Federal e ao Senado, que estejam comprometidas com as pautas defendidas pelo movimento sindical.
“Está se aproximando o dia 4 de outubro e precisamos ir para as ruas e defender a democracia e a reeleição do presidente Lula. Precisamos ter isso como pauta, porque tudo aquilo que estamos discutindo e defendendo precisa estar presente no debate eleitoral”, afirmou.

Para José Reginaldo, as eleições também devem ser encaradas como um momento de discussão sobre o modelo de desenvolvimento que o país pretende construir para as próximas gerações. Ele relacionou esse debate à defesa do que chamou de projeto ecossocialista, baseado na associação entre justiça social e preservação ambiental.
O presidente da CNTI também ressaltou a importância da participação dos eleitores idosos no processo eleitoral. “É fundamental que filhos e netos incentivem e auxiliem essas pessoas a votar. São pessoas maduras, conscientes, que conhecem a importância da democracia, da soberania e da preservação do planeta e do meio ambiente”, declarou.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Mato Grosso (FETIEMT) e diretor da Região Centro-Oeste da CNTI, Ronei Zimmermann de Lima, concorda com as manifestações de José Reinaldo e reforça a importância de os trabalhadores conhecerem as posições de seus candidatos sobre temas que interferem diretamente nas relações de trabalho.

“Os trabalhadores e as trabalhadoras devem observar as propostas dos candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado, e verificar quais deles estão comprometidos com as nossas causas”, afirmou.
“O trabalhador que já escolheu seu candidato deve se perguntar: ele defende a redução da jornada de trabalho sem redução de salário? Como esse deputado ou senador vai se posicionar quando forem discutidas mudanças na Previdência? São questões que atingem diretamente a vida dos trabalhadores”, destacou.
Ronei também criticou propostas de desvinculação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários, argumentando que uma mudança dessa natureza poderia afetar aposentados e pensionistas.
“Os trabalhadores devem se perguntar se o seu candidato defende a redução da jornada de trabalho sem redução de salário? Como seu deputado federal vai votar sobre a questão da Previdência? Vai defender desvincular o salário mínimo das aposentadorias, o que irá afetar todos os trabalhadores? Pois essa é a proposta dos bolsonaristas, que, ao desvincular o mínimo vai enfraquecer a luta por reajuste e abrir caminho para o verdadeiro interesse deles, que é o congelamento do valor desses benefícios, o que atingiria inclusive os pensionistas”, observou.

“É muito importante que o trabalhador saiba quem é o candidato e quais propostas ele defende. Procurar saber se esse candidato tem compromisso com as pautas dos trabalhadores”, ressaltou.
Ronei manifestou preocupação com propostas de flexibilização das relações trabalhistas e defendeu a preservação dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “A proposta dos bolsonaristas é de aumentar a jornada de trabalho e de deixar a livre negociação entre o trabalhador e o empregador.
Também precisamos estar atentos ao avanço da pejotização e a modelos que transfiram cada vez mais para o trabalhador os riscos da relação de trabalho”, concluiu Ronei Zimmermann. Querem rasgar a CLT, os direitos nela consolidados, para que os trabalhadores virem todos PJ, com sua tão propalada pejotização”, ressalta Ronei Zimmermam. "Precisamos eleger deputados e senadores do nosso lado e, é claro, é fundamental reelegermos o presidente Lula para barrar esse retrocesso", complementa.

Assessoria Fetiemt



